Femama Batalhadoras. Todo dia uma vitória contra o câncer de mama. Marlí Marcon

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Chega ao Brasil novo equipamento para diagnosticar câncer de mama

Dispositivo promete diminuir a dor daspacientes durante o exame de mamografia


15/06/2018 - Umadas principais queixas das mulheres que se submetem à mamografia é a dorocasionada pela compressão das mamas. Mas um novo equipamento da Hologic, empresa pioneira na criação detecnologias para mamografia digital, promete amenizar o incômodo. Ele serálançado no segundo semestre no Brasil.

Ogrande diferencial do dispositivo é o compressor curvo, o “SmartCurve”. É queele se adapta ao formato da mama, garantindo maior conforto e resultados maisprecisos, sem distorção ou perda na qualidade de imagem.

Segundopesquisa feita pela empresa, 40% das pacientes que realizaram os testes com oaparelho alegaram sentir dor ao fazer a mamografia tradicional. Porém, ao seremexaminadas com o compressor curvo, 93% não experimentaram a sensação dolorosaou desconforto.

Alémdisso, o equipamento aprimora a imagem da mamografia em 3D - já utilizada emdiversas clínicas no Brasil. O chamado “3Dimensions” permite a criação deimagens em 3D de alta resolução, o que auxilia o médico com uma leitura maisclara das possíveis lesões ou cânceres.

SegundoAndré Danielski, especialista em marketing da Hologic, o produto já está nomercado americano e europeu e começará a ser instalado nas clínicas brasileirasa partir de julho, com foco em grandes redes privadas de São Paulo e na redepública pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A evolução da mamografia

Deacordo com a radiologista especializada em imagem da mama, Vivian Schivrtche, amamografia é o melhor exame para o rastreamento de um câncer nessa região. Nadécada de 1950, quando ela foi criada, era como fazer um raio-x. Porém, haviauma limitação causada pela espessura da glândula: não era possível avaliar aimagem com clareza e, aí, nem todos os tumores apareciam.

“Àsvezes, as imagens surgiam sobrepostas e era necessário fazer mais exames, o queaumentava o nível de radiação. Por isso, foi criado um compressor para diminuira espessura da glândula”, explica a médica. O problema é que a estratégiagerava dor nas pacientes.

Asegunda geração de mamógrafos foi desenvolvida no começo dos anos 2000. “Aoinvés de usar filmes, era feita basicamente uma leitura digital, como asmáquinas fotográficas. Isso já aumentou a capacidade de conseguirmos boasimagens. E a compressão das mamas diminuiu um pouco”, explica Danielski.

Nadécada de 2010, o Brasil tornou-se o primeiro país da América Latina a usar amamografia em 3D. “A segunda geração de mamógrafos elevou em 60% a detecção decâncer, enquanto a terceira geração, de 20 a 65% em cima desse novo valor”,descreve o especialista da Hologic.

Aindaque o sofrimento durante o exame tenha sido atenuado com o passar dos anos, aexpectativa é de que o compressor curvo traga ainda mais tranquilidade econforto para as pacientes – dessa forma, elas não deixariam de ser examinadasanualmente.

“Osmotivos que afastam as mulheres da mamografia são a dor e o medo de achar algumproblema. Porém, quanto mais cedo se encontra uma alteração, maior é a chancede cura. É necessário criar uma cultura da importância desse exame”, reforçaVivian. “Até porque, hoje, as cirurgias para retirada do tumor também mudarammuito. Elas são menos agressivas e mantêm a estética das mamas”, completa.

Fonte: Abril Saúde, 06/06/2018


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