Femama Batalhadoras. Todo dia uma vitória contra o câncer de mama. Marlí Marcon

Batalhadoras

Mara Tavares

Foi no mês de junho de 2016 que eu descobri um carcinoma invasor grau 2 do tipo lobular na mama direita. Descobri que o câncer de mama tem nome e sobrenome e, antes de acontecer comigo, pensava que todos os cânceres eram iguais e que também era uma sentença de morte. 

O pior momento dessa etapa de vida foi sem dúvida o diagnóstico. Receber uma notícia dessas deixa a gente sem chão; por uns instantes passou um filme na minha cabeça de tudo que eu tinha vivido, os meus filhos, meu marido e todas as coisas que eu gostaria de viver e realizar.

Como assim? Estou com câncer, e agora? Após o susto, respirei fundo e falei para mim mesma: tenho que ser forte e aceitar esse desafio, pois somente assim terei a tranquilidade necessária para seguir com o tratamento e vencer essa batalha! 

Segui com meu tratamento e tentei levar minha vida o mais normal possível. Passei por dias difíceis e alguns não tão difíceis assim. Graças a Deus descobri o câncer de mama em estágio inicial, fiz uma cirurgia conservadora (quadrantectomia), 4 ciclos de quimioterapia, 30 sessões de radioterapia e farei uso do tamoxifeno por 5 anos. 

Hoje dou mais valor na vida, nas pessoas que me cercam e na minha família. Também vejo a vida com outros olhos, não fico mais aborrecida por qualquer coisa e tento levar a vida com mais leveza. O câncer mudou minha maneira de ser e de pensar, porém sinto que mudei para melhor. 

Se eu pudesse dar um conselho para as pessoas que receberam o diagnóstico de um câncer, seria: siga em frente, não desista, pois o tratamento tem dia e hora para terminar, existe uma linha de chegada dessa maratona esperando por todas e a vitória é certa!


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