Femama Batalhadoras. Todo dia uma vitória contra o câncer de mama. Marlí Marcon

Batalhadoras

Ivna Maluly

Eu estava de férias no Brasil em janeiro de 2009 quando eu descobri o câncer de mama no seio direito. Tinha dores no seio e senti como ele estivesse com febre, bem quente. Fui fazer uma mamografia e uma ultrassonografia para tirar duvidas sobre a dor quando a radiologista me encaminhou para fazer umas biopsia de urgência.

A partir de deste dia, fui operada por ter diagnosticado três nódulos pequenos mas com câncer agressivo. Como morava na Bélgica, operei no Brasil e depois fui encaminhada para Bruxelas para poder fazer a quimioterapia que duraria um ano e meio. 

Foi um momento complicado porque eu tinha um filho pequeno que precisava entender o que estava acontecendo. Expliquei a ele tudo e ele entendeu, apesar de sentir o momento complicado pelo qual estávamos todos passando. Para poder aliviar a dor da doença, escrevi toda a cronologia, passo a passo incentivada pelo psicoterapeuta da época, um greco-belga muito inteligente e sensível. Fiz varias sessões com ele, tanto de psicoterapia quanto de meditação, respiração entre outras técnicas para aliviar os momentos difíceis.

Eu só tenho a agradecer a tudo e a todos por toda a ajuda, apoio e amor recebido neste tempo que durou o tratamento e depois a reconstrução.

Tudo correu bem, e ainda lancei um livro para crianças, o Cadê seu peito, mamãe? onde eu explico a ausência de um seio para uma criança que foi amamentada até os oito meses. Ajudo muitas mulheres com conselhos na Bélgica e no Brasil.

Atualmente, moro em Lyon e já levei o meu livro que recebeu as versões francesa e inglesa para um hospital daqui que tem um setor de apoio às crianças e adultos.

Se eu tiver que falar com as mulheres que passam por este problema, eu diria para terem fé, acreditar nos médicos, na vida e não ter medo de expor os seus problemas porque quanto mais falamos, mais alívio temos. Deixo um beijo grande a todas as mulheres que estão passando por isso. 


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